Como escrever uma descrição de vaga que atrai
Os campos que uma descrição de vaga precisa ter para filtrar antes da candidatura, do modelo de trabalho às competências que serão de fato avaliadas.
Comparativo dos três arranjos de condução de processo seletivo, com o custo escondido de cada um e o ponto em que a planilha deixa de sustentar.
Todo processo seletivo começa em planilha e e-mail, e por bom motivo: custam nada e funcionam. A pergunta não é se eles funcionam, e sim em que ponto param de funcionar. Esse ponto tem um sinal claro, e ele não é o número de vagas.
O sinal é a pergunta que ninguém consegue responder sem abrir três lugares: em que etapa está o candidato que entrevistamos na semana passada, e o que o segundo avaliador achou dele?
| Critério | Planilha compartilhada | Caixa de e-mail | Sistema de recrutamento |
|---|---|---|---|
| Custo direto | Nenhum | Nenhum | Assinatura ou contrato |
| Onde está o candidato | Coluna de etapa, atualizada à mão | Na ordem das mensagens | Pipeline compartilhado |
| Currículo | Anexo em pasta | Anexo na mensagem | Versionado no cadastro |
| Quem já avaliou | Coluna por avaliador | Respostas espalhadas | Nota e comentário no candidato |
| Agendamento | Troca de mensagens | Troca de mensagens | Autoagendamento com agenda |
| Registro da entrevista | Anotação pessoal | Não existe | Gravação e transcrição |
| Reaproveitar candidato antigo | Busca na pasta | Busca na caixa | Banco pesquisável |
| Tempo por etapa | Não apurável | Não apurável | Calculado |
| Quadro comparativo dos finalistas | Montado a cada decisão | Montado a cada decisão | Da tela do pipeline |
Planilha e e-mail não são arranjos concorrentes: quase sempre coexistem, e é dessa coexistência que nasce o custo. O currículo está na caixa, a etapa está na planilha, e a opinião do gestor está numa mensagem.
Reconstrução antes de cada decisão. Alguém monta o quadro comparativo dos finalistas percorrendo dois lugares. Repete a cada vaga.
Candidato bom perdido entre processos. Quem foi reprovado por pouco em março se encaixa na vaga de agosto, se alguém conseguir encontrá-lo. Em pasta de currículos sem filtro por competência, ninguém encontra.
Decisão pelo último a falar. Sem registro estruturado das avaliações, a escolha tende para a opinião mais recente, e não para a comparação entre as opiniões.
Planilha e e-mail atendem quando uma pessoa conduz o processo do início ao fim, o volume é baixo e não há necessidade de reaproveitar candidatos entre processos.
Sistema de recrutamento passa a valer quando aparece qualquer um destes três: mais de um avaliador por candidato, vagas recorrentes para o mesmo perfil, ou necessidade de demonstrar o critério aplicado, que no setor público é regra, porque o servidor responsável pela seleção presta contas do processo.
Três decisões tomadas antes da importação evitam o retrabalho mais comum:
Vamos usar uma vaga concreta: analista administrativo, quarenta candidaturas, três avaliadores, três semanas de processo.
Com planilha e e-mail. As candidaturas chegam por dois canais e alguém as reúne numa aba. A triagem produz doze nomes, marcados numa coluna. O agendamento das entrevistas consome uma sequência de mensagens com cada candidato até fechar horário. Depois de cada entrevista, o avaliador escreve suas impressões por mensagem ao recrutador. Na reunião de decisão, alguém monta o quadro comparativo dos finalistas percorrendo a planilha e a caixa. O processo termina, e os oito reprovados voltam para uma pasta.
Com sistema. As candidaturas entram pelo mesmo lugar em que a vaga foi publicada. A triagem move doze candidatos para a etapa seguinte, visível a todos. O agendamento acontece por autoagendamento, dentro da disponibilidade cadastrada. Cada avaliador registra nota e comentário no cadastro do candidato, e a entrevista fica gravada e transcrita ali. Na reunião, o quadro comparativo é a própria tela do pipeline. Os oito reprovados permanecem localizáveis por competência e por vaga anterior.
A diferença não está em nenhuma etapa isolada. Está na soma: o mesmo processo, com o mesmo número de pessoas, sem o trabalho de reunir informação que já existia.
Vale medir, porque o número costuma surpreender. Some, por vaga: o tempo de montar o quadro comparativo antes de cada reunião de decisão, o tempo das mensagens de agendamento, e o tempo de procurar o currículo que alguém lembra de ter recebido.
Multiplique pelo número de vagas do ano. É esse total que a ferramenta substitui, e é ele que precisa ser comparado ao custo do contrato, e não o custo do contrato contra zero, que é a comparação que a planilha sugere por não ter preço.
Duas coisas continuam iguais, e prometer o contrário é enganar quem contrata.
A qualidade da descrição da vaga. Descrição vaga atrai candidatura vaga, em qualquer ferramenta. O que o sistema faz é dar estrutura ao campo; o conteúdo continua sendo escrito por quem conhece a função.
A decisão. O pipeline mostra onde cada candidato está e o que cada avaliador achou. Quem escolhe continua sendo a equipe, e o sistema apenas garante que a escolha seja feita sobre o que foi registrado, e não sobre o que a última conversa deixou mais fresco.
O módulo de Recrutamento e Seleção mantém o pipeline por etapas visível a todos os envolvidos, o currículo versionado com os documentos do candidato, o agendamento com autoagendamento conforme a disponibilidade cadastrada, a entrevista com gravação e transcrição anexadas ao cadastro, os testes aplicados na plataforma com resultado registrado, o banco de talentos pesquisável e a avaliação em equipe dentro do sistema. Ele fica em pessoas.siteincrivel.app, junto do módulo de gestão de equipes, o que mantém o histórico da pessoa depois da contratação.
Para os critérios de comparação entre ferramentas, veja melhores ferramentas de recrutamento e seleção. Para desenhar a transição a partir do seu processo atual, entre em contato.
Menos importante que o número de vagas é o número de pessoas que precisam consultar e alterar o mesmo dado. Com um recrutador conduzindo tudo, a planilha atende. A partir do momento em que gestores de áreas diferentes avaliam candidatos, cada consulta passa a exigir uma pergunta ao recrutador.
O tempo de reconstrução. Antes de cada reunião de decisão, alguém percorre a caixa para montar o quadro comparativo dos finalistas. Esse trabalho se repete a cada vaga e não aparece em nenhum orçamento, porque está distribuído no expediente de quem recruta.
Não precisa perder. Candidatos, vagas anteriores e currículos podem ser importados, e o que costuma exigir decisão é o mapeamento das etapas antigas para as etapas do sistema. Definir esse mapeamento antes da importação evita que o histórico chegue sem contexto.
Ele mostra onde a demora acontece. O pipeline revela em qual etapa os candidatos ficam parados e quantos dias cada uma consome. A decisão sobre o que mudar continua da equipe, mas passa a ser tomada sobre dado, e não sobre a impressão de quem acompanhou de perto.
Os campos que uma descrição de vaga precisa ter para filtrar antes da candidatura, do modelo de trabalho às competências que serão de fato avaliadas.
Como desenhar as etapas de uma seleção, o que decidir em cada uma delas e quanto tempo cada etapa costuma levar antes que o candidato esfrie.
Base legal, prazo de guarda, banco de talentos e os direitos de quem se candidata, sob os princípios de finalidade, necessidade e transparência da LGPD.
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