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Hospitais e Clínicas

Entrega do exame sem CD e sem filme

O que a mídia física custa ao serviço, o que substitui a entrega, quem ainda precisa de cópia impressa e como conduzir a transição sem deixar paciente sem resultado.

A mídia física foi a forma de entregar exame de imagem por duas décadas e hoje resolve cada vez menos. Computadores deixaram de ter leitor, o filme tem custo e descarte próprios, e a cópia extraviada volta como novo atendimento. O que substitui é o acesso identificado, com uma exceção que precisa continuar existindo.

A retirada de laudos e imagens ocupa a recepção com um atendimento que o próprio paciente pode resolver, a qualquer hora. A mídia física é a parte desse atendimento que consome insumo, equipamento e tempo de gravação.

A transição costuma ser tratada como decisão de custo. Ela é, mas o efeito maior está em outro lugar: no que acontece quando o paciente precisa do exame de novo, três anos depois.

O que a mídia custa ao serviço

Cinco custos, e só o primeiro aparece no orçamento.

O insumo e o equipamento. Mídia, impressão de rótulo, gravadora, e no caso do filme a impressora e o descarte.

O tempo de gravação. Um estudo de tomografia leva minutos para gravar, e a fila de gravação define a fila da recepção.

A regravação. Mídia arranhada, perdida ou que não abre no computador do paciente volta como novo atendimento.

A cópia que nunca foi retirada. Gravada, rotulada e guardada em gaveta até alguém decidir descartar.

O exame antigo. O paciente que precisa do exame de dois anos atrás e não tem mais a mídia gera uma busca no arquivo e uma nova gravação.

O quinto custo é o que a mídia nunca resolveu. Entregar uma cópia ao paciente não é o mesmo que ele ter acesso ao exame.

O que substitui

O acesso identificado cobre três dos quatro usos do exame.

Ver as imagens e ler o laudo. Em tela, pelo navegador, em qualquer aparelho, a qualquer hora.

Levar ao médico na consulta. O paciente entra no acesso dele no consultório, ou o laudo em PDF é apresentado.

Recuperar depois. O exame continua disponível pelo prazo de guarda, sem depender de o paciente ter conservado nada.

O quarto uso, a reinterpretação do exame com ajuste de janela e reconstrução, exige o arquivo original em DICOM. Ele fica disponível para download pelo profissional identificado, que é quem precisa dele.

Comparativo das formas de entregar

Critério CD ou filme Envio do arquivo por mensagem Acesso identificado
Custo por exame Insumo e tempo de gravação Nenhum Nenhum
Depende de leitor de mídia Sim Não Não
Perda pelo paciente Regravação Reenvio Não se aplica
Recuperação anos depois Nova busca e gravação Não se aplica Pelo próprio acesso
Controle de quem viu Nenhum Nenhum Usuário, exame e horário
Dado de saúde fora do serviço Cópia sem controle Cópia sem controle Permanece no serviço
Laudo junto da imagem Arquivo separado Depende do envio Vinculado ao exame

A coluna do meio merece atenção porque é o que a equipe faz quando a mídia falha e a pressão do atendimento aperta. Ela resolve o momento e coloca dado pessoal sensível num canal que o serviço não controla, sem registro de quem abriu.

Quem ainda precisa de mídia

Três situações que a transição não elimina e que precisam estar previstas no procedimento.

O paciente sem acesso digital. Continua atendido na recepção, com laudo impresso e mídia quando pedir. É a exceção que impede a mudança de virar barreira de acesso.

O encaminhamento a serviço que exige a mídia. Alguns destinos ainda operam assim, e o paciente não pode ficar no meio dessa divergência.

A perícia e o uso judicial. Pedidos com forma definida pelo solicitante.

Serviços que anunciam o fim da mídia sem prever as três exceções recebem a reclamação por outro canal, geralmente com razão.

A transição em um serviço em operação

Quatro etapas, nesta ordem, e nenhuma delas leva mais de algumas semanas.

  1. Ligar o acesso e usá-lo em paralelo. A mídia continua sendo gravada enquanto o acesso é oferecido a quem quiser. O volume de adesão sai daí, e não de suposição.
  2. Conversar com os solicitantes de maior volume. Mostrar como o médico consulta o exame do paciente encaminhado. É a etapa que evita a resistência mais cara.
  3. Inverter o padrão. O acesso passa a ser a entrega e a mídia passa a ser gravada mediante pedido.
  4. Acompanhar o pedido de mídia por período. O número mostra se alguma faixa de pacientes ficou sem alternativa.

O quarto ponto é o controle da mudança. Se o pedido de mídia não cai, alguma coisa no acesso não está funcionando, e o problema costuma estar na forma como a recepção explica a mudança.

O que a recepção precisa saber dizer

A explicação que funciona tem três frases e evita a palavra sistema.

O resultado fica disponível no acesso do paciente assim que o laudo é liberado, e ele recebe um aviso. As imagens e o laudo aparecem na tela do celular ou do computador, sem instalar nada. E o exame continua guardado pelo prazo que a norma exige, o que significa que ele pode consultar de novo daqui a anos.

A terceira frase é a que converte quem chegou pedindo o CD. A preocupação real do paciente não é a mídia, é ficar sem o exame.

Como tratamos isso

A Gestão de Exames de Imagem dá ao paciente acesso com login próprio às imagens e ao laudo dos seus exames, com aviso quando o resultado é disponibilizado, e o arquivo técnico em DICOM não é exposto no portal. A visualização acontece no navegador com ajuste de janela e contraste, sem instalação de software especializado, e o profissional tem o download do arquivo original. O tráfego usa HTTPS e os arquivos ficam cifrados no armazenamento, em servidores localizados no Brasil.

Para o funcionamento do acesso do paciente, veja portal do paciente. Para o que responder a quem não consegue abrir o arquivo, veja como abrir o arquivo do exame de imagem. Para o panorama do que a instituição costuma precisar, veja melhores sistemas de gestão para hospitais e clínicas. Para planejar a transição no seu serviço, entre em contato.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este assunto

O serviço é obrigado a entregar o exame em CD ou filme?

A obrigação é entregar ao paciente o resultado do exame realizado, e a norma não determina a mídia. O que o serviço precisa garantir é que a entrega seja efetiva e acessível, o que inclui prever o caso de quem não consegue acessar pelo meio digital.

O que substitui a mídia física na prática?

O acesso identificado às imagens e ao laudo, com visualização em tela e download do arquivo original pelo profissional. Para o paciente, resolve a consulta e o encaminhamento. Para o médico que vai reinterpretar, o arquivo original continua disponível.

E o paciente que não usa internet?

Ele continua sendo atendido pela recepção, com o laudo impresso e, quando necessário, a gravação da mídia. A transição reduz o volume de mídia gravada, e não elimina a possibilidade de gravá-la em casos específicos.

O convênio ou o médico solicitante aceita o exame sem mídia?

A maior parte aceita o laudo e a imagem em tela para acompanhamento. A conversa que vale a pena ter antes da transição é com os solicitantes de maior volume, porque a resistência costuma vir de desconhecimento do acesso, e não de exigência técnica.

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