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Hospitais e Clínicas

Como abrir o arquivo do exame de imagem

Por que o arquivo em DICOM não abre como uma foto comum, o que o paciente tenta antes de voltar à recepção e o que o serviço entrega para resolver isso.

O paciente sai do exame com um arquivo que o computador dele não abre. Não é defeito da mídia nem do computador: o exame é gravado em DICOM, um formato que guarda muito mais do que a imagem e que o sistema operacional não reconhece. Resolver isso na entrega evita o retorno à recepção.

O arquivo DICOM é o registro técnico do exame, e exige software especializado para ser aberto. Essa característica é correta do ponto de vista clínico e inconveniente do ponto de vista de quem levou o exame para casa.

A recepção de um serviço de imagem responde a essa pergunta várias vezes por semana. A pergunta chega por telefone, no balcão e por mensagem, e quase sempre com a mesma frase: o arquivo não abre.

O que está dentro do arquivo

Três camadas, e só a primeira interessa a quem quer apenas ver.

Os pixels da imagem, com profundidade de tons maior do que a de uma fotografia comum. É o que permite o ajuste de janela e contraste na leitura.

O cabeçalho, com identificação do paciente, data, equipamento, parte examinada e os parâmetros técnicos da aquisição.

A organização em estudo, série e instância. Uma tomografia não é um arquivo: é um conjunto de centenas de cortes que só fazem sentido na ordem e no agrupamento corretos.

Uma imagem comum não carrega nenhuma das três. É por isso que a conversão serve para ver e não substitui o original.

Os três caminhos que o paciente tenta

Em ordem de frequência, e todos terminam no mesmo lugar quando o serviço entrega apenas os arquivos.

  1. Clicar duas vezes no arquivo. O sistema não reconhece a extensão e oferece uma lista de programas que não abrem nada.
  2. Procurar um visualizador na internet. Existem programas gratuitos e visualizadores que rodam no navegador, e boa parte deles funciona. O paciente precisa escolher entre resultados de busca, baixar, instalar e localizar a pasta correta dentro da mídia.
  3. Voltar à recepção. É o caminho que o serviço queria evitar, e o que mais consome atendimento presencial.

O terceiro caminho tem um agravante. A pessoa volta com a sensação de que o serviço entregou algo incompleto, quando entregou exatamente o registro técnico do exame.

Comparativo das formas de entregar

Critério Mídia com os arquivos soltos Mídia com visualizador embarcado Acesso identificado pelo navegador
O que o paciente faz Procura e instala um programa Executa o programa da mídia Entra com o próprio acesso
Funciona em qualquer sistema Depende do programa escolhido Frequentemente só em um sistema Sim, pelo navegador
Depende de leitor de mídia Sim Sim Não
Perda ou dano da mídia Refazer a cópia Refazer a cópia Não se aplica
Laudo junto da imagem Arquivo separado Depende da gravação Vinculado ao exame
Arquivo original disponível Sim Sim Download pelo profissional
Registro de quem acessou Não existe Não existe Usuário, exame e horário

A segunda coluna foi a solução usual por muitos anos e envelheceu junto com o leitor de mídia. Computadores novos deixaram de trazer o leitor, e o programa gravado na mídia costuma rodar em um único sistema operacional.

O que o médico que vai receber precisa

A pergunta muda conforme o uso, e o serviço economiza atendimento quando explica a diferença na entrega.

Para acompanhar o caso na consulta, a imagem em tela e o laudo bastam. É o cenário da maioria dos retornos.

Para reinterpretar o exame, com ajuste de janela, medição e reconstrução, o profissional precisa do arquivo em DICOM. É o cenário de encaminhamento e de segunda opinião.

Serviços que separam os dois casos entregam ao paciente o acesso à visualização e ao laudo, e reservam o download do arquivo original ao profissional identificado. As duas necessidades ficam atendidas sem que o paciente precise resolver um problema técnico.

O roteiro curto da recepção

Quatro frases resolvem a maior parte das ligações, e vale tê-las escritas.

O exame de imagem é gravado num formato técnico que o computador comum não abre sozinho. Para ver as imagens e o laudo, o acesso pelo navegador funciona em qualquer aparelho. Para o médico que vai reinterpretar, o arquivo original está disponível para download. E a imagem que aparece na tela é a mesma que o profissional analisou.

A última frase é a que mais tranquiliza. A dúvida por trás da ligação raramente é técnica: é a suspeita de que o arquivo que não abre contém algo que o paciente não está vendo.

O original continua sendo o original

A conversão para leitura em tela é uma facilidade de consulta, e não uma substituição do arquivo.

Isso tem uma consequência prática na guarda. O que precisa ser preservado pelo prazo definido em norma é o arquivo em DICOM, com os parâmetros técnicos da aquisição. A versão convertida serve enquanto o serviço quiser oferecê-la e pode ser gerada de novo a partir do original a qualquer momento.

Serviço que guarda apenas a imagem convertida reduz o espaço ocupado e perde o registro do exame. É uma economia que só aparece como problema anos depois, quando alguém precisa comparar o exame antigo com um novo.

Como tratamos isso

A Gestão de Exames de Imagem converte cada exame em imagem para leitura em tela, com ajuste de janela e contraste, e o profissional e o paciente consultam sem instalar software especializado. Um ou mais arquivos DICOM por exame ficam preservados em arquivo de longo prazo pelo período exigido em norma, disponíveis para download pelo profissional, e o laudo em PDF fica vinculado ao exame.

Para entender o formato por dentro, veja o que é DICOM e por que o exame de imagem precisa dele. Para o acesso do paciente ao resultado, veja portal do paciente. Para o panorama do que a instituição costuma precisar, veja melhores sistemas de gestão para hospitais e clínicas. Para reduzir os retornos à recepção do seu serviço, entre em contato.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este assunto

Por que o arquivo do exame não abre no computador?

Porque o exame é gravado em DICOM, e o sistema operacional não reconhece esse formato como imagem. O arquivo carrega, além dos pixels, a identificação do paciente, os parâmetros técnicos do equipamento e a organização em séries. Abrir exige um programa que leia essa estrutura.

Dá para converter o exame em JPEG ou PDF?

Dá, e é o que um portal de acesso faz para a leitura em tela. A conversão serve para ver, não para substituir o original: ela descarta os parâmetros técnicos e a profundidade de tons que o profissional usa no ajuste de janela. O arquivo em DICOM continua sendo o registro do exame.

O paciente precisa instalar algum programa?

Não precisa, quando o serviço oferece a visualização pelo navegador. A instalação de visualizador é o caminho de quem recebeu apenas os arquivos soltos, e é onde a maior parte das pessoas desiste e volta à recepção.

O médico que vai receber o exame precisa do arquivo original?

Depende do que ele vai fazer. Para acompanhar o caso em consulta, a imagem em tela e o laudo resolvem. Para reinterpretar o exame com ajuste de janela e reconstrução, ele precisa do arquivo em DICOM, e o serviço disponibiliza o download ao profissional.

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