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Prefeituras, Câmaras e Hospitais

Sistema integrado ou sistemas separados na prefeitura

Quando vale contratar um sistema por secretaria e quando vale um fornecedor único: os critérios que decidem, e o custo escondido de cada caminho.

A escolha entre um fornecedor para tudo e um fornecedor por área raramente se decide por preço. Ela se decide por quantas vezes o mesmo dado precisa ser digitado, e por quem responde quando duas telas mostram informações diferentes sobre o mesmo munícipe.

Nenhum dos dois caminhos é errado. Cada um tem um custo que não aparece na proposta, e o custo muda conforme o tamanho do município e o número de áreas envolvidas.

O que a integração resolve de fato

Integração é uma palavra usada de forma solta em proposta comercial. Três verificações separam a integração real da tela de menu:

  1. O cadastro do munícipe é o mesmo? Se o cidadão que registrou uma denúncia ambiental e o que reservou o salão comunitário são dois cadastros distintos, os módulos apenas convivem.
  2. O acesso do servidor é o mesmo? Uma senha por módulo significa cinco senhas para quem trabalha em cinco áreas, e cinco listas de acesso para revisar quando alguém sai.
  3. O relatório atravessa os módulos? A pergunta que a integração responde é do tipo “quantos atendimentos este bairro recebeu no ano, somando as áreas”. Sem cadastro comum, a resposta é montada à mão.

Comparativo dos dois caminhos

Critério Um fornecedor por área Fornecedor único, módulos integrados
Aderência de cada módulo Alta, cada um especializado Alta nos módulos do escopo do fornecedor
Cadastro do munícipe Um por sistema Um para todos
Acesso do servidor Uma senha por sistema Acesso único com perfis
Relatório entre áreas Consolidação manual Consulta direta
Contratos a fiscalizar Um por área Um
Interlocução no suporte Um canal por fornecedor Um canal
Risco de dependência Distribuído Concentrado, mitigado por cláusula de saída
Substituição de um módulo Isolada Exige negociação do conjunto
Custo de integração Recai sobre o órgão Recai sobre o fornecedor

A linha decisiva é a última. Quando cada área contrata por conta, o trabalho de fazer os sistemas conversarem fica com a equipe de tecnologia do município, que costuma ser pequena e já responde pelo parque de máquinas e pela rede.

Quando cada caminho faz mais sentido

Fornecedor por área funciona quando as áreas trocam pouca informação entre si e cada uma tem exigência técnica muito específica. Um sistema de saúde e um sistema de arrecadação têm pouco em comum, e forçar o mesmo fornecedor nos dois raramente melhora o resultado.

Fornecedor único funciona quando o mesmo munícipe aparece em várias áreas, quando a equipe de tecnologia é enxuta e quando o município pretende informatizar três ou mais áreas no mesmo período. O ganho maior não é técnico: é ter um contrato para fiscalizar e um canal para acionar quando algo não funciona.

O caminho intermediário

Contratar por blocos é o arranjo mais comum entre os municípios que atendemos. O órgão agrupa as áreas que compartilham cadastro e contrata cada bloco de um fornecedor, mantendo poucos contratos e evitando a concentração total.

Na prática municipal, dois blocos aparecem com frequência: o do atendimento ao munícipe, que reúne licenciamento, denúncias, zoonoses e reserva de espaços públicos, e o da gestão interna, que reúne o atendimento de tecnologia e a gestão das equipes.

O custo que não aparece na proposta

Quando cada área contrata por conta, três trabalhos passam a existir e nenhum deles tem linha em contrato.

Manter o cadastro em dia nos dois lados. O munícipe que muda de endereço precisa mudar em todos os sistemas em que existe. Sem processo definido, ele muda em um e permanece no antigo nos demais, e o atendimento passa a depender de qual tela o servidor abriu.

Reconciliar quando os números divergem. Dois sistemas contam atendimentos da mesma região de formas diferentes, e a diferença aparece na hora de responder ao Tribunal de Contas. Alguém precisa explicar a divergência, e a explicação exige entender as duas contagens.

Coordenar fornecedores em uma ocorrência. Quando o munícipe não consegue concluir uma solicitação, a causa pode estar em qualquer um dos sistemas. Com fornecedores distintos, o órgão vira o intermediário da conversa técnica entre eles.

Nenhum desses custos aparece na comparação de propostas, e os três recaem sobre a mesma equipe de tecnologia, que costuma ser pequena e já responde pelo parque de máquinas e pela rede.

As perguntas que decidem

Cinco perguntas, respondidas pelo próprio órgão, resolvem a escolha na maioria dos casos.

  1. Quantas áreas serão informatizadas nos próximos dois anos? Uma ou duas favorecem a contratação por área. Três ou mais favorecem o fornecedor único, porque o esforço de integração cresce mais rápido que o número de sistemas.
  2. O mesmo munícipe aparece em mais de uma delas? Se sim, o cadastro compartilhado deixa de ser conveniência e passa a ser requisito de atendimento.
  3. Quantas pessoas o município tem em tecnologia? Equipe de uma ou duas pessoas não sustenta a integração entre fornecedores, por mais bem-intencionado que seja o desenho.
  4. Quem fiscaliza os contratos? Cada contrato exige fiscal designado, medição e registro de ocorrências. Cinco contratos de tecnologia são cinco processos de fiscalização.
  5. Existe cláusula de devolução dos dados em cada contrato atual? Sem ela, a comparação entre caminhos é teórica: o órgão não tem como sair de nenhum dos dois.

O que escrever no contrato, nos dois caminhos

Independentemente da escolha, quatro cláusulas protegem o município e costumam faltar.

Devolução dos dados ao término. Formato, prazo e responsabilidade pela extração. É a cláusula que transforma dependência em prazo de transição.

Interface documentada. Mesmo no fornecedor único, ter a interface documentada preserva a opção de trocar um módulo sem trocar o conjunto.

Padrão de identificação do munícipe. Definir qual dado identifica a pessoa em todos os sistemas evita que a integração futura dependa de comparação por nome, que é o método que mais gera duplicidade.

Prazo e forma de atendimento a demanda de integração. Quando uma área nova entra, o que o fornecedor atual precisa fazer, em quanto tempo e sob qual condição comercial.

Escritas antes da assinatura, essas quatro cláusulas custam uma reunião. Discutidas depois, custam o tempo de um processo administrativo.

Como trabalhamos

As nossas sete soluções vêm do mesmo fornecedor, com um contrato e uma equipe de suporte, e podem ser contratadas em conjunto ou uma a uma. Quatro atendem a prefeitura: Gestão Ambiental, Controle de Zoonoses, Espaços Públicos de Lazer e Central de Chamados. Duas atendem a gestão de pessoas de qualquer empregador e uma atende serviços de saúde. A relação completa por tipo de órgão está em para quem atendemos.

Começar por um módulo é o que recomendamos a quem ainda não nos conhece: a implantação mostra como conduzimos migração, capacitação e suporte antes de o órgão comprometer várias áreas. Estamos em atividade desde 2012 e atendemos de forma remota, em todo o Brasil.

Para discutir o arranjo que faz sentido no seu município, entre em contato.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este assunto

O que caracteriza um sistema integrado de gestão pública?

Módulos que compartilham cadastro, autenticação e relatórios, de modo que o mesmo munícipe, o mesmo servidor e o mesmo endereço existam uma vez só. Integração de verdade se verifica pelo cadastro compartilhado, não pela tela de menu que reúne links para sistemas independentes.

Contratar tudo do mesmo fornecedor cria dependência?

Cria, e é por isso que a cláusula de devolução dos dados importa mais nesse arranjo. Formato de exportação, prazo de entrega e responsabilidade pela extração precisam constar do contrato assinado. Com essa cláusula, a dependência vira prazo de transição; sem ela, vira litígio.

Dá para começar com um módulo e integrar os demais depois?

Dá, e costuma ser o caminho mais seguro. O primeiro módulo mostra como o fornecedor conduz implantação, migração e capacitação antes de o órgão comprometer várias áreas. O que precisa estar acordado desde o início é que os módulos seguintes usarão o mesmo cadastro.

Sistemas de fornecedores diferentes conversam entre si?

Conversam quando há interface documentada dos dois lados e alguém responsável por mantê-la. Na prática municipal, o que costuma acontecer é a exportação periódica de arquivo, que funciona para relatório e não funciona para consulta em tempo real no atendimento ao munícipe.

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