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Prefeituras, Câmaras e Hospitais

Como definir prioridade e prazo em central de chamados

Guia prático para classificar chamados por impacto e urgência, escolher quantos níveis adotar e derivar o prazo de atendimento de cada nível no setor público.

Prioridade em central de chamados do setor público se define pelo impacto no serviço prestado à população, não pela ordem de chegada nem pela urgência que o solicitante declara. O caminho prático é cruzar impacto e urgência numa matriz curta, fixar de três a quatro níveis e derivar o prazo de cada nível do tempo que a equipe já leva hoje para resolver aquele tipo de solicitação.

Equipes de tecnologia em prefeituras, câmaras e hospitais atendem demandas muito desiguais. No mesmo turno entram a impressora do setor de tributos, o acesso ao sistema de prontuário de uma unidade de pronto atendimento e a troca de um cabo de rede numa sala administrativa. As três chegam pelo mesmo canal e disputam a mesma equipe.

Sem um critério escrito, a ordem de atendimento tende a ser definida por quem insiste mais ou por quem tem acesso mais direto ao técnico. A classificação por prioridade existe para responder a uma pergunta só: entre dois chamados abertos agora, qual precisa ser tratado primeiro?

Prioridade, urgência e impacto são três coisas distintas

Impacto é o alcance do problema. Quantas pessoas ficam sem trabalhar, qual serviço ao munícipe deixa de ser prestado, se há risco ao atendimento de um paciente ou a um prazo legal em curso.

Urgência é a pressão do relógio. Um relatório que precisa ser entregue à Câmara na sessão de amanhã tem urgência alta mesmo com impacto restrito a uma pessoa.

Prioridade é o resultado do cruzamento das duas. É a única das três que determina a posição na fila. Separar os conceitos evita a confusão mais comum na classificação: tratar como crítico tudo aquilo que o solicitante descreveu com adjetivo forte.

Uma matriz curta, aplicada em segundos

A matriz precisa caber na cabeça de quem classifica. Duas perguntas bastam.

  1. O serviço está parado? Se um sistema finalístico está indisponível para uma unidade inteira, o impacto é alto. Se afeta uma estação de trabalho, é baixo.
  2. Existe prazo externo em curso? Fechamento de folha, transmissão de dados a órgão de controle, sessão legislativa, atendimento em andamento a um paciente. Havendo prazo externo, a urgência sobe um nível.

Com essas duas respostas, o atendente chega ao nível em poucos segundos. O texto da regra deve estar dentro do sistema, ao lado do campo de prioridade, e não num documento à parte.

Vale registrar exceções explícitas para serviços essenciais. Uma lista curta de sistemas que sobem automaticamente para o nível mais alto quando ficam indisponíveis resolve as discussões antes que elas aconteçam: prontuário eletrônico, arrecadação, folha de pagamento, portal da transparência.

Quantos níveis adotar

Três níveis são suficientes para órgãos de porte pequeno e médio. Quatro fazem sentido quando existe plantão fora do expediente, porque o nível mais alto passa a ter regra própria de acionamento.

Cinco níveis costumam existir no papel e não na prática. A diferença entre o terceiro e o quarto nível vira imperceptível para quem classifica, e dois atendentes classificam o mesmo chamado de formas diferentes. Quando isso acontece, o indicador de cumprimento de prazo deixa de significar alguma coisa.

Quatro formas de ordenar a fila

Abordagem Como a ordem sai Onde funciona bem Limite conhecido
Ordem de chegada Data e hora de abertura Equipe de uma pessoa, volume baixo Sistema parado espera atrás de troca de mouse
Urgência declarada pelo solicitante Campo preenchido na abertura Cultura madura, poucas unidades Todos marcam o nível mais alto e a escala perde sentido
Matriz de impacto e urgência Cruzamento aplicado pelo atendente Órgão com várias unidades e serviços distintos Exige regra escrita e revisão periódica
Matriz com exceção por serviço essencial Matriz mais lista de sistemas críticos Saúde, arrecadação, folha, sessão legislativa Lista precisa de dono e de data de revisão

As duas últimas linhas convivem bem. A matriz resolve o caso comum, a lista de exceções resolve o caso em que discutir classificação custa tempo que o serviço não tem.

O prazo vem da medição, não da expectativa

Prazo de atendimento é um compromisso público dentro do órgão. Um número escolhido por parecer bonito no papel produz alerta constante, e alerta constante deixa de ser lido.

O procedimento que funciona tem quatro passos.

  1. Meça o presente. Levante o tempo entre a abertura e a solução dos chamados dos últimos três meses, separados por categoria.
  2. Encontre o comportamento típico. Use a mediana, não a média. Um único chamado que ficou três semanas parado esperando peça distorce a média e não representa o dia a dia.
  3. Proponha um prazo próximo do tempo típico, com uma folga pequena para o nível mais baixo e folga menor para o mais alto.
  4. Reveja depois de um trimestre. Se a equipe cumpre o prazo com sobra, aperte. Se não cumpre, investigue a causa antes de afrouxar.

Dois marcos merecem prazo separado: o primeiro retorno, que é quando o solicitante sabe que o chamado foi assumido, e a solução. O primeiro retorno costuma ser o que mais pesa na percepção de quem abriu, e é o mais barato de cumprir.

Pausas, escalonamento e o que o relógio não conta

Nem todo tempo decorrido é tempo de trabalho da equipe. Um chamado que aguarda informação do solicitante, autorização de secretaria ou entrega de peça de fornecedor fica em espera legítima. O sistema precisa registrar essa pausa com motivo, e o prazo volta a correr quando o impedimento cai.

Sem esse controle, a equipe aparece descumprindo prazos que não dependiam dela, e o indicador deixa de sustentar qualquer conversa sobre quadro ou orçamento.

O alerta antes do vencimento é o outro mecanismo indispensável. Avisar depois que o prazo venceu serve para o relatório. Avisar antes serve para a solução. Um aviso a cerca de dois terços do prazo dá tempo de agir, e é o momento natural de escalar o chamado para o coordenador quando o nível é alto.

Publique a regra para todo o órgão

A classificação só sustenta a fila se as unidades souberem qual é. Publique a tabela de níveis, com exemplos concretos de cada um e o prazo correspondente, num documento curto que o servidor consiga ler em dois minutos.

Exemplos nomeados valem mais que definições. “Sistema de prontuário indisponível na unidade” comunica melhor que “indisponibilidade de serviço finalístico”. Quando o solicitante entende a régua, ele mesmo classifica melhor, e a equipe corrige menos.

Vale ainda combinar com as secretarias o que acontece quando alguém discorda da classificação. Um caminho simples, com registro no próprio chamado, encerra a discussão sem desgaste.

Como a Central de Chamados da SiteIncrível trata isso

Desenvolvemos software de gestão para o setor público desde 2012, e a Central de Chamados foi construída em torno dessa mecânica. O servidor abre o chamado indicando categoria, prioridade sugerida, unidade e anexos. A fila chega à equipe ordenada por prioridade e antiguidade, com autoatribuição e encaminhamento entre atendentes.

Cada nível de prioridade tem prazo acordado próprio, com alerta antes do vencimento. Toda a comunicação fica registrada no chamado, com notificação por e-mail a quem abriu, e o painel de indicadores mostra volume, tempo de resolução e cumprimento de prazo por categoria, unidade e atendente, com exportação em CSV e PDF para prestação de contas.

Atendemos prefeituras, câmaras municipais, hospitais e autarquias, com trabalho remoto em todo o Brasil. Veja para quem atendemos e os critérios de escolha em melhores sistemas de central de chamados. Se a diferença entre registrar e não registrar ainda está em discussão no seu órgão, canal único de chamados ou contato direto trata desse ponto.

Para desenhar a matriz de prioridades e os prazos junto com a sua equipe, entre em contato pelo formulário ou por contato@siteincrivel.com.br.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este assunto

Quantos níveis de prioridade uma central de chamados deve ter?

Três ou quatro níveis atendem à maioria dos órgãos. Menos de três não separa o que trava um serviço ao cidadão do que pode esperar. Mais de cinco cria diferenças que a equipe não consegue aplicar de forma consistente, e a classificação vira sorteio.

Quem define a prioridade de um chamado, o solicitante ou a equipe?

O solicitante indica a urgência que percebe, e essa informação é valiosa. A prioridade final é da equipe de atendimento, que cruza essa urgência com o impacto real no serviço. A regra precisa estar escrita e disponível para consulta, para que a mudança de classificação não pareça arbitrária.

Como definir o prazo de atendimento de cada prioridade?

Meça primeiro. Levante o tempo que a equipe leva hoje para resolver chamados de cada tipo, use esse número como ponto de partida e negocie um prazo próximo dele. Prazo definido sem medição prévia costuma ser inalcançável e perde valor como compromisso.

O prazo de atendimento conta em horas corridas ou em horas úteis?

Depende do serviço. Setores administrativos costumam trabalhar com horas úteis dentro do expediente. Unidades de saúde e serviços de plantão precisam de horas corridas, porque o atendimento ao paciente não para no fim do expediente. O órgão pode adotar as duas contagens em categorias diferentes.

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